Vida interior |
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| Ensinos - Artigos |
| Escrito por Lídia Ferreira |
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Este terrível instinto de procurar culpa, e de a projectar no exterior é frequentemente, apenas uma forma de tentar livrar-se de um incómodo sentimento de vergonha, de inferioridade, de fracasso de culpa. Este é processo pelo qual as culpas se transformam em queixas. A primeira queixa: (Génesis 3:10 e 12) “Tive medo porque estava nu e escondi-me... Foi a mulher que TU me deste". Neste episódio ocorrido no início da humanidade está bem patente a necessidade humana de projectar culpa em alguém ou algo exterior a si. Em primeira análise "foi ela (a mulher)", em última “foste tu (que ma deste)". A questão no entanto era simplesmente: Porque fizeste (tu) o contrário do que (eu) te disse? Há aqui apenas dois intervenientes: Tu e Eu. Os terceiros eram os outros e não eram relevantes naquele momento e naquela relação de Tu e Eu. A abordagem divina ao Ser Humano é sempre num nível pessoal. Deus trata cada indivíduo como um ser independente, livre e responsável. Da mesma forma que aconteceu naquele dia no Jardim, também hoje o Ser se esconde por trás de (des)culpas que atribui a outros, também procurando fora de si razões para fugir do que sente. Culpa, nudez, vergonha... sentimentos presentes em Adão que o afastaram de Deus. Na fuga tentou encontrar um meio de tornar menos evidente o que o manchava e desqualificava. Mas porque é Amor, Deus mostrou-lhe o caminho inverso ... DA FUGA À RELAÇÃO. A queixa de Raquel (Génesis 30) "Dá-me filhos senão morro". O casamento de Raquel era fruto do amor, enquanto que o de Lia, sua irmã, era fruto do engano. No entanto, o facto de se encontrar impedida de gerar filhos levou-a a experimentar um turbilhão de sentimentos incoerentes com a situação de mulher amada. Desprezo, frustração, incompetência ou inadequação, angústia, desespero… levaram Raquel a apresentar queixa (reclamar uma solução) ao marido e finalmente, a clamar por misericórdia a Deus. Ela não se sentia compreendida na sua situação, por isso clamou, um CLAMOR DE VIDA. Também a resposta de Raquel foi encontrada na relação Tu e Eu. A queixa de Jacó (Génesis 32) "Livra-me das mãos de meu irmão pois o temo". Consciente do percurso de engano que tinha vivido até ali, primeiro como enganador e depois como enganado, Jacó sabia que corria graves riscos ao regressar as suas origens. Riscos para si, para a sua família e para os seus bens. Homem de estratégias recorreu a planos de apaziguamento daquele que julgava seu inimigo e de salvamento de pelo menos uma parte do que era seu. Medo, ansiedade, esperança, solidão, foram sentimentos que experimentou naquele momento de realidade, em que a fuga deixou de ser possível. E Jacó encontrou-se com Deus numa relação de Tu e Eu. Aí olhou para dentro de si e travou a LUTA DE MUDANÇA. Nessa relação de Tu e Eu foi tocado por Deus na sua área de fragilidade, mudou o seu carácter (evidenciado pela mudança de nome) e foi marcado para toda a vida. A queixa de Jó (Jó 3:23-26) "Não tenho paz nem sossego, não tenho descanso mas somente perturbação", Não sabia o justo Jó a razão porque sofria. Estava certo de amar a Deus e de praticar a justiça com os seus semelhantes. Doente e abandonado por todos, experimentou a amarga desilusão de receber crítica em vez de consolo. No meio da imensa dor física sofreu a dor da incompreensão, da rejeição e da injustiça. E quando se sentiu colocado em causa não deixou de afirmar 'Jamais admitirei que tendes razão; até que eu expire, não negarei a minha integridade. À minha justiça me apegarei e não a largarei, não me reprovará a minha consciência enquanto eu viver “ PERSISTÊNCIA NA JUSTIÇA! Depois de ter derramado o seu coração perante Deus numa íntima relação de Tu e Eu, Jó vê-se justificado e abençoador dos que tão precipitadamente o julgaram. Um espinho na carne (II Coríntios 12:7) 'A minha Graça te basta pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Paulo, o grande apóstolo conhecia a dor em grande dimensão. Sempre que chegava a uma nova cidade e começava a pregar o evangelho, esperavam-no perseguições (especialmente movidas pelo seu próprio povo) e humilhações. Quando em Atenas tentou vencer os argumentos filosóficos com argumentos religiosos conheceu o sabor da frustração e do desânimo. Mas foi o mesmo Paulo que escreveu: "Quando sou fraco, então sou forte'' revelando uma ATITUDE DE CRESCIMENTO confirmada no ensino de II Coríntios 6:4-10 e fundada numa relação de Eu e Tu com Deus, a sua fonte. Atitude de Jesus perante o sofrimento (Lucas 22:42) "Se é possível passa de mim este cálice faça-se a tua vontade'' Este é um excerto de uma conversa íntima com o Pai. Os sentimentos de Jesus traduziam profunda angústia mas não falavam mais alto do que a vontade do Pai em Quem Ele estava completamente centrado. Uma transformação de atitude requer uma mudança de foco, Quando nos encontramos centrados em nós mesmos e tentamos proteger-nos facilmente tentaremos encontrar razões exteriores - O outro fez-me - desenvolvendo uma atitude de queixa. Quando nos estabelecemos numa relação de abertura com Deus, sem vergonha de ser quem somos e como somos, estaremos livres para crescer e para nos centrarmos no outro, com uma atitude de ajuda, não de julgamento ou de acusação. A mudança de foco acontece quando as nossas necessidades são supridas na relação com Deus. A vitória está em aproximar-se, a derrota em fugir. |
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Pais e Filhos - Problema A discussão durou muito e, embora o clima fosse de respeito, o pai ficou aborrecido. O filho também, mais tarde quando se despediram ninguém pediu desculpas porque não houveram ofensas envolvidas. Mas, já no autocarro, o filho começou a reflectir, para concluir que toda aquela discussão fora inútil e criara um clima desagradável entre os dois. |
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Fátima, Meca ou Jerusalém É comum ouvir entre os cristãos evangélicos expressões que são recorrentes nos crentes das outras confissões monoteístas quando se deslocam aos seus lugares sagrados de peregrinação, tais como: Há uma atmosfera especial que se respira neste lugar. Encontro paz e conforto espiritual quando estou aqui... continuar... |