Jesus e o Dalai Lama |
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| Ensinos - Artigos |
| Escrito por João Pedro Robalo |
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Sem entrar em questões de estratégia política ou de interesses económicos que estão subjacentes, deparo com alguns factores que acentuam a diferença entre Jesus e o líder espiritual tibetano na sua luta pela afirmação e autonomia de um povo.
Evg. de João 18.36 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se fosse, os meus súbditos combateriam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui.”
Com estas palavras Jesus faz uma distinção clara da natureza e alcance do seu reino. Não é deste mundo agora. Ao fazê-lo, Jesus torna inútil e inadequada qualquer luta com métodos ou meios humanos e terrestres para o estabelecimento do seu reino. Ele sabia que esta batalha seria ganha através e pelo coração dos homens. Por essa razão definiu a localização e natureza do estabelecimento do seu reino na terra.
Evg. Lucas 17.20 “Interrogado pelos judeus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência visível” Jesus não necessitou de conversações ou negociações com os representantes quer religiosos quer políticos para que o seu reino fosse iniciado e começasse a estabelecer-se, porque a natureza espiritual, não visível, não de aspecto geográfico, do seu reino é da esfera da alma e do coração humano.
Não estou com isto a criticar toda a iniciativa do prémio Nobel da Paz de 1989, Dalai Lama, mas a mostrar a diferença de conceitos e de natureza que distinguem o reino que Jesus veio iniciar com a que outros líderes religiosos têm em mente. Incluo aqui também alguns líderes cristãos, e no caso específico o Vaticano, que de acordo com a natureza do reino que Jesus veio estabelecer, não faz qualquer sentido.
O seu reino, “agora” (???) não se discutia ou afirmava pelos meios comuns como os outros reinos se caracterizavam, porque Jesus sabia que tudo começa no coração do homem. A grande mudança que fará a diferença nos reinos terrestres: São vidas transformadas no interior do homem, pelo poder do Espírito Santo, que começam a viver e aplicar leis do céu ao seu quotidiano trazendo uma atmosfera celestial que faz a diferença e estabelece um reino que não pode ser destruído nem impedido de crescer e influenciar toda a humanidade.
A escolha dos meios e dos métodos revelam a natureza do reino que se está a estabelecer. O Apóstolo Paulo disse “As nossas armas não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição de fortalezas” II Coríntios 10.4 O reino de Deus na terra é deve caracterizar-se pela demonstração de vida interior que se rege por princípios mais elevados que são os valores defendidos e vividos pelos filhos do reino de Deus.
Mais do que posições de estratégia política, é uma conduta cívica e de cidadania em que o amor de Deus é a nossa marca e identidade, seja qual for a situação ou circunstância que estejas a enfrentar.
Zacarias 4.6 “Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos”
O cristão luta com “armas” espirituais e de natureza divina que são as únicas que têm a capacidade para mudar o interior do homem em vez de impor a sua vontade por meios impositivos de pressão política que somente causam maior revolta e injustiça.
O Apóstolo Paulo afirmou: “O amor (a??a´p?) nunca falha” e é a verdadeira característica que define o cristão na sua posição e postura neste mundo.
O reino que Jesus começou na terra é estabelecido, firmado e aumentado com a natureza e meios determinados pelo seu autor. O salvador e Senhor do mundo; Jesus Cristo.
Bem-haja |
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