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Cavalgando o tempo... Quando tudo muda menos Ele!

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Ensinos - Artigos
Escrito por Fernando Ascenso   

 

Vivemos numa época em que a mudança é constante e geral. O que era longe passou a estar perto. O que hoje vale muito amanhã pode não ter valor. A resposta “é lógico!” tende a ser irrelevante. Em todo este novo contexto como haveremos de viver como cristãos?

 

Dizem os mais velhos que a vida dos Portugueses tem mudado muito nos anos recentes. Onde os nossos avós outrora cavaram, com calos nas mãos, agora há turismo rural. Onde os nossos pais vindimaram, há agora indústrias de sucesso. Enquanto víamos, por um único canal, a informação oficial do que no mundo se passava, agora temos canais às dezenas e tudo o que eventualmente lá se venha a encontrar.

 

Enquanto os professores ensinavam pelos livros, fonte do saber, agora o segredo passa a estar na Internet, e os professores que se cuidem. Enquanto as pessoas se confessavam ao padre, fonte de segurança local, agora confessam-se ao psicólogo e é o próprio padre que pede a protecção da polícia. Enquanto ontem eram os menos cultos que íam à bruxa, hoje são os que se dizem cultos que não passam sem a sua vidente.

 

A cerveja deixou de ter álcool, o café deixou de ter cafeína, a sopa passou a ser instantânea e a água fresca passou a ser garantida pela data de validade. Enquanto os anúncios vinham nos intervalos dos programas agora os anúncios são a isca dos anúncios. Outrora comprávamos produtos, hoje compramos marcas, isto é, estilos de vida. Ontem morria-se com “uma coisa que lhe deu”, hoje o próprio médico pode ter que indemnizar a família se provarem que foi negligente.

 

Vivemos numa época em que a mudança é constante e geral. O que era longe passou a estar perto. O que hoje vale muito amanhã pode não ter valor. A resposta “é lógico!” tende a ser irrelevante. Em todo este novo contexto como haveremos de viver como cristãos?

 

Uma hipótese é a de não incomodar a vida com a fé. Um pouco como a raposa do conto que, não chegando às uvas apetitosas, não conseguiu assumir o que sabia ser a verdade, e a correspondente dor, preferindo, para cuidar da imagem, afirmar “estão verdes, não prestam!”.Hoje acredita-se numa coisa mas, para evitar embaraços apologéticos, e manter a imagem, assume-se outra, mesmo que virtual. É o que se passa quando os próprios valores fundamentais da fé (amor, verdade, justiça, dignidade, graça, compaixão), estão ausentes da vida e até da religião propriamente dita, tal como a cafeína do café.

 

Outra hipótese é a de compreender que a fé tem a ver com tudo na vida, pelo que as implicações de crermos traduzem-se na nossa intimidade, nas nossas interacções sociais, na forma como lidamos com a economia, a ética, a ciência, a religião, os negócios, a teologia e tudo o mais.

 

O nosso novo trabalho de casa hoje é delicado. Não basta ir recordando o que aprendemos na Escola Dominical, nos retiros ou na Escola Bíblica, ou o que ouvimos de uma grande pregador. Perante nós está um teste diferente daqueles em que já nos treinámos várias vezes. O Evangelho não mudou mas o nosso contexto mudou. Não basta copiar exemplos, seguir manuais ou fazer tudo para manter as mesmas práticas – um tipo de fé sem dor! O que o Espírito, pela pena de Pedro, disse no século I, mantém-se actual:

“Mas se tiverem de sofrer por fazer o bem, felizes de vocês. Não temam as ameaças dos homens nem se deixem perturbar, e, nos vossos corações, honrem a Cristo como Senhor. Estejam sempre preparados para responder a todos os que vos interrogarem acerca da esperança que têm.” (I Pedro 3:14,15).

Está perante nós o convite a que saibamos compreender, viver e explicar a esperança que há em nós. Cavalgar sempre o nosso tempo em vez de apenas o radiografar de vez em quando.

 

Preparados para responder, nos nossos contextos, no poder do Espírito, num padrão de consagração total.

 

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